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Enjoo em viagens: entenda o que o seu corpo está a tentar dizer-lhe
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Sabia que os antigos gregos e romanos já sofriam com enjoo do movimento? E que até os astronautas da NASA não escapam a esta condição? Este desconforto é tão antigo quanto a própria curiosidade humana em explorar o mundo. Felizmente há formas simples de o evitar e continuar a desfrutar das viagens, dos passeios de barco ou até das idas ao parque de diversões.
O enjoo surge quando os sentidos entram em conflito. Imagine-se num carro, num barco ou num avião em que os olhos veem uma coisa, o corpo sente outra, e os ouvidos internos percebem algo completamente diferente. O cérebro tenta juntar toda essa informação, mas quando os sinais não coincidem, o resultado é uma confusão total. Daí surgem a tontura, o mal-estar e aquela sensação desagradável de náusea.
No interior dos ouvidos existe um sistema sofisticado, o sistema vestibular, que ajuda a manter o equilíbrio. Pequenos canais e sensores percebem o movimento da cabeça e a posição do corpo em relação à gravidade. Quando esse sistema “perde o norte”, como acontece num barco em constante balanço, o cérebro recebe mensagens contraditórias. E é aí que o enjoo aparece.
Normalmente, o cérebro consegue juntar todas as informações que recebe. Mas numa viagem de avião, por exemplo, o corpo sente que está a mover-se, enquanto os olhos dizem que está parado. Sabia que o oposto também acontece? Depois de uma longa viagem de barco, é comum sentir-se movimento mesmo em terra firme. Em qualquer dos casos, o cérebro fica desorientado e o corpo reage com enjoo.
Qualquer pessoa pode sofrer de enjoo do movimento, mas é mais frequente em crianças e mulheres grávidas. Não é contagioso, por isso não há motivo para preocupação nesse sentido.


