Aproveita o melhor da vida

O seu bebé sofre com alergias? A resposta pode estar no seu prato!
Leitura: 1min 10seg
Muitos pais dão por si a tentar decifrar o choro do bebé, a analisar cada muda de fralda ou a questionar se pequenas alterações na pele são normais. A verdade é que certos sinais podem estar relacionados com algo aparentemente simples: a alimentação da mãe.
A amamentação é, sem dúvida, a forma mais natural e recomendada de alimentar um bebé, oferecendo todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento e contribuindo para fortalecer o sistema imunitário. Apesar de a maioria dos bebés amamentados tolerar bem os alimentos ingeridos pela mãe, alguns podem apresentar sinais de reação a determinados alimentos. Tal acontece porque os alergénios presentes na alimentação da mãe podem passar para o bebé através do leite, provocando sintomas variados. Contudo, não significa que exista uma lista universal de alimentos a evitar durante a amamentação ou que determinados alimentos causem inevitavelmente gases em recém-nascidos e bebés. Ainda assim, a observação cuidadosa dos sinais é fundamental para identificar possíveis padrões.
Se o bebé apresentar sintomas como pele seca ou irritada, fezes com muco ou vestígios de sangue, cólicas persistentes ou erupções cutâneas, é importante consultar o pediatra. Relativamente aos gases, apesar de ser uma preocupação comum entre os pais, não está comprovado que certos alimentos são responsáveis por provocar desconforto nos bebés. Enquanto algumas mães referem que alimentos como espinafres, couve, feijão, cebola, alho ou refeições mais condimentadas parecem causar desconforto, outras não notam qualquer reação nos seus bebés.
Quando se identifica uma possível ligação entre a ingestão de determinado alimento e o desconforto do bebé, pode ser necessário recorrer à chamada dieta de evicção, que consiste em excluir temporariamente esses alimentos da dieta materna. Embora implementar esta dieta possa parecer desafiante, com planeamento adequado é possível garantir que a mãe mantenha uma alimentação equilibrada, excluindo apenas os alimentos que contenham o alergénio identificado como nocivo para o bebé.
Muitas vezes, pequenos ajustes na alimentação da mãe resultam em grandes benefícios para o bebé. Por exemplo, se houver suspeita de que os laticínios estejam a contribuir para o desconforto, pode ser vantajoso experimentar alternativas vegetais durante um período. A boa notícia é que, à medida que o bebé cresce, tende a tolerar melhor as proteínas do leite, pelo que esta sensibilidade pode ser transitória.
Monitorizar atentamente a resposta do bebé a esta dieta é crucial. Sinais de melhoria podem incluir a redução ou desaparecimento de sintomas alérgicos, como erupções cutâneas e problemas gastrointestinais. No entanto, se os sintomas persistirem, é fundamental informar o médico responsável pelo acompanhamento do bebé. Em alguns casos, poderá ser necessário ajustar a dieta ou realizar testes adicionais para identificar alergénios menos comuns ou outras patologias.
Em suma, o mais importante é confiar na orientação médica, observar os sinais do bebé com atenção e fazer escolhas informadas. O bem-estar do bebé começa, muitas vezes, com gestos simples no dia a dia, inclusive à mesa.


