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Azia que não passa? Saiba como é feito o diagnóstico e quando procurar ajuda
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Já sentiu um ardor incómodo no peito, depois de uma refeição mais pesada ou condimentada? A famosa azia, ou sensação de ardor, como muitos a descrevem, é algo que praticamente todos já experimentaram. No entanto, quando o desconforto começa a ser frequente, é natural pensar: “Será apenas uma má digestão ocasional ou estará na hora de investigar mais a fundo?”.
Para compreender o que pode estar na origem desse ardor persistente, é importante conhecer como é feito o diagnóstico e quais os exames que os profissionais de saúde podem recomendar para identificar eventuais causas subjacentes.
Na maioria dos casos, tudo começa com uma consulta, seja com o médico de família ou com um especialista em Gastrenterologia, durante a qual o profissional procurará compreender melhor os seus sintomas. Irá questioná-lo sobre quando surgem, com que frequência ocorrem, o que ingeriu previamente, se existem fatores que agravam ou aliviam o desconforto, e se tomou alguma medicação ou medida para o atenuar.
Se os episódios forem pontuais e leves, geralmente não é necessário fazer exames. Mas se a azia for persistente e intensa ou vier acompanhada de outros sintomas (como dor ao engolir, perda de peso ou vómitos frequentes), o médico pode recomendar alguns exames para avaliar o estado do esófago e do trato gastrointestinal superior.
Conheça os exames que podem identificar a causa da azia
1. Endoscopia digestiva alta (EDA)
A EDA é o exame mais utilizado para observar o interior do esófago, estômago e início do intestino delgado. O procedimento é realizado através da introdução, pela boca, de um tubo fino e flexível com uma pequena câmara na extremidade (o endoscópio), que permite ao médico visualizar diretamente as paredes internas e identificar sinais de inflamação, lesões ou condições como esofagite ou hérnias. O exame é realizado sob sedação ligeira, garantindo conforto e ausência de dor durante o procedimento. Para além da observação direta, o médico pode também recolher pequenas amostras de tecido (biópsias) para análise, se considerar necessário.
2. pH-metria esofágica (monitorização da acidez esofágica)
Quando há suspeita de refluxo gastroesofágico, popularmente conhecido como “refluxo ácido”, este exame permite medir a acidez no esófago durante um período de 24 a 48 horas. É possível fazê-lo de duas formas:
- Com uma pequena cápsula colocada no esófago durante a endoscopia, que transmite dados para um dispositivo que o doente leva consigo, geralmente preso à cintura.
- Através da introdução de uma sonda fina pelo nariz, que se posiciona no esófago e fica ligada a um monitor externo.
Durante esse período, é importante registar tudo o que come, os sintomas que sente e a que horas ocorrem. Desta forma, o médico pode cruzar as informações e perceber se há relação entre o refluxo ácido e os sintomas de azia.
Quando deve procurar ajuda
A azia ocasional não costuma ser motivo de preocupação. No entanto, quando o desconforto se torna frequente ou começa a afetar a sua qualidade de vida, é importante prestar atenção aos sinais do corpo e considerar uma avaliação mais aprofundada.
Os sintomas de alerta que não deve ignorar são:
- Azia frequente (mais de duas vezes por semana);
- Dificuldade ou dor ao engolir;
- Sensação de alimento preso na garganta;
- Perda de peso inexplicada;
- Vómitos ou sangue nas fezes.
Se apresentar algum destes sintomas, não hesite em procurar ajuda médica. Uma avaliação atempada é fundamental para identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado, prevenindo complicações e melhorando a sua qualidade de vida.


